sábado, 18 de agosto de 2018

Hoje é eclipse mais longo
Lua de sangue
Sentimentos longíguos
Longamente de sangue
Corações divididos
Ou talvez invertidos
Ensanguentados de dor
Ou vermelhos de amor.
(Ana Reis)
Quando o coração cansa
De tanto apanhar
Uma coisa se tornando repetitiva
De onde virá tantas decepções
Complicado acreditar nas pessoas
No ser humano em geral
Hipocrisia pura
Palavras sem verdades
Histórias sem sentido
Difícil acreditar
Fala-se em amor
Com facilidade, como se fala de dor
Humanidade endurecida
Sem amor, sem gentileza
E no final só resta
Juntar os caquinhos, e se der
Tentar colar cada pedacinho.
(Ana Reis)

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Meu girassol deu flor
A mais linda flor com amor
Uma única flor aguardada
Tão ansiosamente esperada

Tão pequena minha flor
A mais linda, eu garanto
Foi por mim plantada
Num dia de grande pranto

Agora cá está ele
Tão belo, tão formoso
A natureza é sutileza
Duma semente singela
Ergueu-se um girassol jeitoso.
(Ana Reis)
Alegria de viver
Alegria no plantar
Alegria em regar
Alegria no colher

Vivendo com alegria
Plantando satisfação
Também as amizades
Regando a euforia
De colher felicidade.
(Ana Reis)

Cada dia mais só
E eu como louca
Pensando que não sou
Mas no fundo
Ou talvez nem tão fundo
Continuo cada vez mais

Tentando achar um jeito
Talvez seja possível
De sem perder o respeito
Procurar pelo sujeito
Que não seja imprevisível
Mas que tenha o apreço
E finalmente acabe
A solidão desprezível .
(Ana Reis)